Dossiê Revolução e Restauração em Cuba
O sargento Fulgêncio Batista assumiu o poder pela primeira vez, com apoio do imperialismo e do stalinismo, em 1940, governando até 1944. Após o término de seu mandato Batista continuava mandando nos governos posteriores. Em 1952, pretendia manter seu plano, em novas eleições, elegendo mais um testa de ferro, no entanto, as pesquisas apontavam em outro sentido, então, para se garantir, deu golpe de Estado (o "madrugazo"), instalando uma sangrenta ditadura que durará sete anos.
Em 1953 cerca de cem oposicionistas assaltaram o quartel de La Moncada, em Santiago de Cuba, ao leste da ilha, buscando derrubar a ditadura de Batista. O levante fracassou, muitos insurgentes foram mortos e presos, entre eles Fidel Castro.
Condenado a 20 anos de prisão, Castro se tornará famoso pelo discurso apresentando em seu julgamento conhecido como "A História me absolverá". As ações, principalmente do movimento estudantil se aprofundaram em uma onda de protestos em oposição à ditadura Batista. A pressão popular, que aguçava a crise social, acabou por obrigar Fulgêncio a anistiar os presos políticos em maio de 1955. Neste mesmo ano os trabalhadores do açúcar na cidade de Santiago, Camagüey e Las Villas desencadeiam uma forte greve, que iniciou com reivindicações salariais e se tornou um movimento radical contra o governo. Articularam-se com os operários das fábricas, com os desempregados e estudantes nas cidades. Castro exilou-se no México.
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